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“A maioria das mortes por doenças cardiovasculares poderiam ser evitadas”, afirma cardiologista

Postado em 17/mai/2021

“A maioria das mortes por doenças cardiovasculares poderiam ser evitadas”, afirma cardiologista

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 17,5 milhões morrem todos os anos no mundo em decorrência de doenças cardiovasculares, sendo essa a principal causa de óbitos no mundo. No Brasil, são cerca de 350 mil mortes por ano e os números vêm crescendo. A maioria dessas mortes poderiam ser evitadas com prevenção e controle”, afirma o cardiologista Dr. Rodolfo de F. Carvalho (CRM -32.985).


De janeiro a maio de 2021 já foram registradas 151 mil mortes somente no Brasil pela mesma causa, de acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia. A falta de controle da pressão arterial é o maior fator de risco. No Dia Mundial da Hipertensão, o alerta do Dr. Rodolfo é sobre a importância do controle da pressão arterial.


“Menos de 30% das pessoas hipertensas fazem o controle correto da pressão arterial”, ressaltou o médico. Segundo ele, “a maioria das pessoas só procura o cardiologista quando tem sintomas, o que é preocupante".


De acordo com o especialista, a hipertensão arterial é uma doença silenciosa, pois não causa sintomas e é progressiva. Não tem cura, mas pode ser controlada e suas consequências mais graves, evitadas. Além disso, tanto para tratamento pós-diagnóstico como para prevenir a doença, é importante mudanças de hábitos e estilo de vida. 


“Adotar uma dieta saudável com menos sal, evitar consumo excessivo de bebidas alcoólicas, não fumar, praticar exercícios físicos regularmente e tomar medicamentos podem ajudar a baixar a pressão arterial. A hipertensão é uma doença ligada diretamente aos hábitos de vida.


A HIPERTENSÃO


Uma pessoa é considerada hipertensa quando os níveis de pressão arterial estão acima de 14 por 9 (≥ 140 e/ou 90mmhg).  A hipertensão não tem cura, mas tem controle, e uma vez controlada o paciente poderá viver muito bem e com qualidade de vida, porém, por ser uma doença multifatorial ela é considerada o principal fator de risco para doenças do aparelho cardiovascular, como: cardiopatia, insuficiência renal crônica, AVC, infarto.


 “As doenças cardiovasculares são a principal causa de morte no Brasil e no mundo, por isso, é importante levar o acompanhamento a sério”, reiterou o especialista. 


DIAGNÓSTICO PRECOCE


De acordo com o cardiologista o diagnóstico precoce salva vidas. Se o paciente tem pressão alta, mesmo que não sinta nenhum desconforto, é importante e necessário consultar um especialista o quanto antes. 


“Alguns pacientes conseguem controlar a doença mudando seus hábitos de vida, emagrecendo, se alimentando melhor e praticando exercícios, nesses casos, há grandes chances de não haver necessidade de uso contínuo de medicamentos, já outros, precisam tomar remédios pelo resto da vida”, explica. 


Muitos casos estão associados a idade. “Quanto mais velhos ficamos, mais a pressão arterial aumenta”, reitera o médico.


As mulheres sofrem mais com a hipertensão que os homens, e isso se relaciona também com o estresse – uma das principais causas da hipertensão. Outros fatores são o consumo excessivo de álcool, sedentarismo, obesidade, excesso de sal, tabagismo e a hereditariedade. 


“Quem tem casos de hipertensão na família, casos de doenças cardiovasculares, deve ficar ainda mais atento, pois a hereditariedade é um fator de risco bem presente no diagnóstico. O ideal é fazer o acompanhamento médico e seguir as orientações do seu especialista”, recomendou o médico.  


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ASSESSORIA DE IMPRENSA
Associação Médica de Umuarama

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